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quarta-feira, 27 de junho de 2012

TCC- LEITURA Nair





INTRODUÇÂO



O presente trabalho tem por finalidade conscientizar o educador de que os problemas referentes à alfabetização estão relacionados às práticas educativas, culturais e sociais.
Percebe-se que os educadores da atualidade precisam utilizar-se de todas as ferramentas, disponíveis na educação, pois sabe-se que muito já foi escrito para auxiliar o professor nesta empreitada de alfabetizar os educandos, pois nos dias atuais, saber ler e escrever é muito importante na vida de qualquer um. Em casa e fora dela, encontramos a escrita em tudo. Nos manuais de nossos aparelhos eletrônicos e domésticos, nos nomes de ruas e assim por diante.
       É importante também frisar que ler e escrever não é tudo, saber interpretar o que se lê, e serem críticos, conscientes de suas escolhas e o resultado delas para si e o próximo fará toda diferença nas demandas de  sua vida em seu dia a dia  . Tome por exemplo a vida política do país. Por ignorância política e falta de conhecimento sobre seu poder e interferência na vida social de um povo, elege-se pessoas para cargos importantíssimos no âmbito social, algumas pessoas, que com certeza vão apenas mudar seu padrão de vida, deixando um grande vazio em muitas áreas de extremo valor para a sociedade. Por exemplo, a educação. Devido a tudo isso. Aprende-se que durante os estudos, que é dever de todo educador trabalhar para que o educando se torne leitor crítico, consciente fazendo uso de todos os recursos tanto didáticos  quanto de todas as mídias. para ler mais
Quando se pesquisa sobre o assunto acha-se em quase todos os artigos, pontos em comuns e algumas informações que apenas ressalta a necessidade de, a educação oferecer todas as oportunidades para que os educandos saiam das séries iniciais lendo e procurando suas respostas em livros diversos e debatendo suas idéias uns com os outros. Nesta pesquisa fica clara a necessidade de se fazer a diferença, para sanar este débito com a sociedade. O presente trabalho baseia-se em pesquisas bibliográficas, ancorando-se nos estudos de obras de SOARES, FREIRE, FILHO, MINGUET, JOÃO BATISTA FREIRE, BRIZZOTT, AROEIRA, PORTO, PEREIRA, SILVIA, PARREIRAS, SOUZA, entre outros autores que discutem a importância da preparação profissional, o desenvolvimento da aprendizagem, e os benefícios de se valorizar o conhecimento prévio do aluno,tanto quanto procurar conhecer seus educandos e juntamente  com ales está vivenciando momentos alegres prazerosos, portanto a criança que brinca vive uma infância feliz, além de se tornar um adulto mais equilibrado física e emocionalmente conseguirá superar com facilidades problemas que possam surgiu no dia-a-dia. A pesquisa estruturou-se em quatro etapas: A primeira, um levantamento do referencial teórico referente ao tema, realizado em biblioteca, acervo pessoal, Guias de estudos FINOM e da orientadora dando base a minha pesquisa.
     Na segunda etapa, foi realizada a coleta de dados, desenvolvida mediante pesquisa, com profissionais da educação em Jenipapo de Minas, envolvendo Departamento de Educação Municipal. Escola Estadual Padre Willy e (AJENAI) Associação Jenipapense de assistência a infância, pois se trata de uma pesquisa qualitativa, onde procura compreender e interpretar os fatos em uma pesquisa cujo contato direto e prolongado do pesquisados com ambiente e a situação investigada; mediante o trabalho de campo. A terceira etapa consistiu na tabulação e analise dos dados coletadas durante a pesquisa nas instituições escolares e finalmente, na quarta etapa ocorreu à organização e estrutura material durante a pesquisa resultando na redação final do trabalho de conclusão.


 CAPITULO I

1-    OS ANOS INICIAIS DIANTE DAS PESQUISAS EDUCACIONAIS

Em pesquisa feita por Magda Soares (2008) em seu livro Linguagem e Escrita - Uma Perspectiva Social deixa transparecer que a preocupação com a qualidade de ensino não é nova, o Brasil conta com um grande número de escolas, no entanto ainda não atingiu uma escolarização de qualidade. Soares (2008) ainda complementa que: Desde 1882 até hoje em pleno século XXI vários diagnósticos e sugestões de educação popular tem estado constantemente no âmbito da política em relação à educação no Brasil.”E também desde então e até hoje esse discurso vem sempre inspirado nos ideais democráticos – liberais: o objetivo é a igualdade social e a democratização do ensino é vista como instrumento essencial para conquista desse objetivo” (SOARES, 2008, P.08).
Há urgência em tomar as rédeas da educação, formar pessoas capazes de lutar pelos seus direitos, acabar com a sensação de que o povo de baixa renda não pode ter uma educação de qualidade, e que sua estada neste país tem que ficar conhecida como dominados pelo sistema político e suas reformas, que muitas das vezes não contribui efetivamente para o crescimento de um povo, desfavorecidos de oportunidades no contexto social. Pois como nos mostra Soares (2008) em sua pesquisa o censo de 1980:


Apenas 64%,7 da população de 7 a 14anos  estava, naquele ano, matriculada no ensino de  1° grau  ( e o ensino de  1° grau, pela constituição, é obrigatório,nessa faixa de idade); ou seja: mais de 30% dos brasileiros entre 7 e 14 anos estavam fora da escola. Se se analisam os dados por Estados, encontram - se percentagens inferiores a 50%em alguns estados, e muito pouco superiores a 50% em vários outros. Em outras palavras: em muitos Estados brasileiros, cerca da metade da população entre 7 e 14 anos está fora da escola.
Em segundo lugar, e principalmente: a escola que existe é antes contra o povo que para o povo. As taxas de repetências e evasão mostram que os que conseguem entrar na escola, nela não conseguem aprender, ou mão conseguem ficar. Segundo as estatísticas de cada 1000 crianças que iniciam a 1ª série, menos da metade completa a 2ª, menos de um terço consegue atingir a 4ª, e menos de um quinto conclui o 1°grau. [...]. (SOARES, 2008, p09).


Percebe-se que pesquisas diversas foram feitas para mostrar as quantas anda a educação no âmbito nacional, esta foi realizada em 1980 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e muito bem definida por SOARES, (2008) para mostrar a realidade educacional dos alunos de 1°ao 5° ano no Brasil. Por mais que a educação tenha crescido, transformado, mudado muitos pontos de vista, as pesquisas mais recentes tem mostrado que ainda há uma defasagem em se tratando da leitura e escrita como mostra mais uma de tantas pesquisas feita em âmbito nacional, esta foi realizada em 2003 e trouxe após resultados negativos, diversas mudanças.  Tanto que Minas Gerais foi um dos primeiros estados a implantar o ensino fundamental de nove anos, procurando com isso alfabetizar as crianças mais cedo.


 A leitura, as práticas e as competências leitoras têm ocupado espaço considerável na educação e na mídia brasileira. Em 2003, o Brasil obteve desempenho insatisfatório em duas grandes pesquisas: uma de âmbito nacional - Instituto Paulo Montenegro - divulgou que 72% de jovens são alfabetos funcionais, ou seja, não sabem ler e escrever. Em outra internacional, o PISA - Programa Internacional para Avaliação de Estudantes, o país ocupou o 37°, lugar em letramento de leitura. Algumas ações têm tentado mobilizar escolas, professores, diretores e sociedade para mudar este quadro: PNLD - Programa Nacional do Trabalho Didático através dos módulos literários, o PNBE - Programa Nacional Biblioteca na Escola, campanhas como "Tempo de Leitura" e "Literatura em Minha Casa", entre outras. Estas iniciativas mostram algo em comum: a utilização de textos literários e a proposta para o uso de diversos tipos de textos nas ações voltadas para leitura. [...]. (PEREIRA, 2011)


 As recentes pesquisas mostram o quanto está debilitado o ensino em se tratando dos anos iniciais. Partindo do princípio de que os anos iniciais são a base para uma boa formação, nota-se que o ensino médio tão pouco está repleto de alunos preparados para uma disputa de igual para igual, quando vão concorrer as vagas em universidades públicas com jovens de mesma idade com formação em escolas particulares, ou participarem de outras tantas concorrências no mercado de trabalho. Dizer que alguém possui conhecimento da escrita ou de leitura, é como dizer que a pessoa possui um passaporte para outros universos, que pode com o auxilio de alguém ou sozinho visitar infinitas culturas, pois quem lê; lê o mundo e por mais distante que esteja de um determinado povo, pode dele se aproximar através de seus escritos.
Pode-se chamar de alfabetizado aquele que domina a língua culta, que no Brasil se adquire através da escolarização. Desde o momento que a criança começa a entender o que ocorre ao seu redor; ela já inicia um contato com o mundo da escrita, pois mesmo que em seu lar os pais e demais familiares não cultive o hábito de ler, ao olhar para seus aparelhos domésticos e eletrônicos, ao ligar a televisão, no decorrer da programação haverá a escrita. Por mais afastada que uma pessoa viva do meio urbano, ela terá contato com a leitura e escrita. Diante das necessidades diárias do ser humano, saber ler o torna mais independente, por exemplo, pegar uma simples condução, para aquele que lê é uma tarefa fácil, no entanto para quem não sabe se torna um fato de dependência, pois precisará de terceiros para lhe indicar o veículo correto, este é apenas um de tantos exemplos, pois para aquele que se vê no mundo da escrita e não sabe transformá-la em um instrumento de auxílio ou prazer, se sente como um cego diante da vida em sociedade.

Quando as crianças chegam ao Ensino Fun­damental, possuem um bom domínio da língua materna: sabem utilizá-la para fins de comunicação, sabem sua estrutura sin­tática e têm um adequado conhecimento do léxico. Sobre a escrita, podemos dizer que as crianças chegam à escola sabendo suas fun­ções (para que as pessoas leem e escrevem) e sua estrutura em muitos gêneros textuais, reconhecem os sinais gráficos, são capazes de fazer o reconhecimento de algumas pala­vras, etc. O trabalho pedagógico desenvol­vido na escola busca ampliar o desenvolvi­mento cognitivo e cultural das crianças. (MONTEIRO, BAPTISTA in SALTO PARA O FUTURO, p.17).


O professor precisa ter em mente, que o aluno já chega à escola, interagindo com seus colegas e a sociedade que o cerca, ele não chega à escola como um papel em branco, ou um cofre onde devem ser depositados os saberes alheios. Para que aja uma aprendizagem de fato é imprescindível que o professor respeite os conhecimentos que seus educandos trazem consigo, e com isso realmente estabelecer uma troca, pois ensinando se aprende e aprendendo se ensina.  O que não é nada fácil para o professor determinar logo de inicio quais as dificuldades de uma criança assim que ela é inserida no 1° ciclo, pois lhe falta o conhecimento sobre tal criança. Esse conhecimento vem com o decorrer das aulas durante as atividades. E muitas das vezes ao chegar ao termino das aulas em dezembro, dá-se a impressão que tanto os educandos quanto o professor ainda não construíram um relacionamento de intimidade e de troca. Onde se percebe que muitos professores encontram inúmeras dificuldades em saber quais são esses conhecimentos já adquiridos pelos alunos, e como usá-los para construir a aprendizagem significativa (MINGUET, p.164, 1998).

Até pouco tempo atrás o discurso era que, não havia por parte dos estudiosos, uma preocupação com o conhecimento que um aluno trazia consigo e sua utilidade em sala de aula, no entanto (Minguet 1998, p 168), nos mostra que:


Diversos trabalhos de pesquisa apud in ( Coll,Ce Valls, E.,(1992); Pozo ,J, I., Limon, M., Sanz, A, Limon, M,(1991) concordam que as causas da formação destes conhecimentos prévios frequentemente inexatos desde o ponto de vista cientifico, segundo temos observado,  são os predomínio do perceptivo, a utilização de um raciocínio casual linear e simples, a influencia da cultura e a sociedade que se manifesta especialmente na linguagem e nos meios de comunicação, e também determinadas exposições didática inadequadas que geram ideias cientificas errônea. (MINGUET, 1998, p, 164).


Onde o autor mostra que “as diversas causas podem ser agrupadas em três tipos de concepções que se interagem entre si’ ‘apud in (Coll, C Valls, E, (1992); Pozo, J, I., Limon, M., Sanz, A, Limon, M,(1991); (MINGUET, 1998, p166 ). Em sua obra o autor faz um vasto comentário sobre as concepções, espontâneas,sociais e analógicas Segundo MINGUET,(1998,p.166-167).
As concepções espontâneas são formadas a partir dos hábitos diários, percebidos por processos sensoriais e se bem utilizada em sala de aula, ajudarão o professor e aluno, pois esta concepção pode ser explorada de várias maneiras, sendo através do olhar, do tocar, do comparar, neste processo pode se trabalhar, temperatura, quantidade, e porque não dizer a escrita. Ao perceber a diferença de um objeto ou uma letra, por estar desenhada ou escrita de forma distinta, pode parecer maior ou menor; pois nesta concepção a criança aprende através do erro, e da constatação do porque desse ou daquela maneira de escrever ser igual ou diferente. E percebem que suas impressões são sempre feitas baseadas em conhecimentos já adquiridos em seu dia-a-dia. Já a concepção social é adquirida, na convivência com as demais pessoas tanto em família quanto em sociedade, cabendo ao professor ter um bom conhecimento dos hábitos da sociedade onde esta inserida a escola em que trabalha para melhor conhecimento dos costumes sociais e assim escolher textos que diretamente ou indiretamente contribuam para a transformação ética de seus educandos; e também aprender com eles sua cultura e como orientá-los a melhores escolhas em sociedade, pois como cita os PCNs de Introdução:
“[...] espera-se que eles adquiriram progressivamente uma competência em relação à linguagem que lhes possibilite resolver problemas da vida cotidiana, ter acesso aos bens culturais e alcançar a participação plena no mundo letrado [...]” (PCN, L P, 1997, p.33).
Em relação ao conhecimento analógico Minguet (2001) aponta que o conceito analógico advém do individuo que ao participar de uma tarefa não tem nenhum conhecimento anterior do significado ou do método que serão utilizados na realização da mesma, partindo de comparações mentais com objetos já conhecidos e devido a isso, fica então a cargo do professor esclarecer o máximo possível os conteúdos trabalhados, afim de não deixar que o educando faça uma ideia errônea do assunto fazendo comparações que dificultaria seu aprendizado.
 Conhecimento prévio é aquele que o aluno trás consigo ao chegar à escola, seja adquirido em casa no contexto familiar, ou com diversas outras pessoas em sociedade, e o conhecimento que o aluno ainda não tem será buscado por comparação. Diante disso ao aproximar uma aula ao cotidiano de seus alunos, o professor terá maior sucesso com a aprendizagem dos mesmos. E partindo deste principio, escola, professores e pais precisam se unir, num sentido de cooperação mutua, mostrando para seus educandos o valor de ser um ser alfabetizado, pois alfabetizar não se resume apenas ao processo de decodificar letras e grafemas, ou juntar palavras para se formar frases. Ser alfabetizado é antes de mais nada, ler  não só pelo prazer de saber ler , é a união de hábitos costumes e por não dizer sua separação, e conhecer o outro em si mesmo e fazer de sua sociedade o meio para ganhar o mundo, é  se sentir um ser pensante capaz de pela leitura transformar realidades a começar pela sua própria

A sala de aula esta repleta de crianças que chegam a ela com inúmeras perspectivas; dentre elas a de aprender a ler e escrever, vê no professor sua grande oportunidade de por intermédio dele se tornar um ser sábio, tanto quanto ele, pois no primeiro momento o detentor de toda sabedoria e o conhecimento está representada na figura do professor, mas como mostra claramente Ferreiro, os professores muitas das vezes formam uma ideia pré-concebida de seus alunos, o que apenas dificulta para ambos, no decorrer da vida escolar dos mesmos.


1.1 MINAS GERAIS E O CAMINHAR NAS SERIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL

Desde a divulgação do resultado do Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB) e do Programa de Avaliação de Estudantes (PISA), em 2003, ficou noticiado o fracasso escolar no âmbito nacional, principalmente em relação a escrita e leitura a atual pesquisa conseguiu incomodar governo e estudiosos que se viram obrigados a tomar algumas providências em relação ao ensino em Minas Gerais como nos mostra (Ribeiro, 2008 p.15), Naquele mesmo ano o Ensino Fundamental teve a quantidade de anos aumentada de oito para nove anos, visando a melhoria na qualidade de ensino e na alfabetização, pois deste modo espera-se que ao acrescentar mais um ano na vida escolar  às crianças os resultados serão mais positivos.
Nota-se que a educação, anda, para, vai adiante e sempre haverá novas reformas, que dirá que deste ou daquele jeito de fazer, será o caminho que facilitará para que os alunos adquiram melhores conhecimentos sobre os conteúdos previamente estabelecidos pelos currículos escolares, mais se sabe que o país é composto por diversas culturas e que o que pode dar certo em um estado, pode não dar certo em outro, em Minas Gerais; por exemplo, encontra - se uma diversidade imensa ao observar seu povo, há muitas diferenças de um município a outro, tanto no linguajar, como no modo de agir das pessoas. Contudo o Estado de Minas  Gerais esta procurando fazer com que acabe o analfabetismo, e consequentemente termos alunos, capazes de construir uma visão melhor de si mesmo. Pois a auto-estima de um aluno que passa de quatro a cinco anos frequentando a escola e não aprende a ler nem tão pouco escrever, é fortemente abalada. Como nos mostra Filho (2010).

Vivemos numa época em que se reverberam os maus tratos às crianças, aos idosos e aos desvalidos de oportunidades. Está confinado em nosso pensamento, em áreas estanques do viver humano, que os pretensamente mais fortes e sabidos martirizam os menores, os inocentes, os incautos e aqueles que são faltos da “malicia”, infelizmente, exigida para alcançar alguma forma de “sucesso”. Esquecemos de maus – tratos é também a negação da ternura no dia a dia da convivência com aqueles a quem pretendemos educar para a vida, sem nos darmos conta de que a educação para viver é simplesmente viver e permitir viver. A ternura se consubstancia no respeito, na espera e na valorização do patrimônio de cada um. Por restrito que possa parecer. (FILHO, 2010, p, 15 -16).


Para uma efetiva alfabetização e transformação em se tratando de alunos com dificuldades de aprendizagem, se faz necessário que os erros sejam apontados de forma a contribuir para futuros acertos e não para intimidar quem o cometeu.              
Cabe ao professor procurar rever seus pontos de vista observar em primeiro lugar a si próprio, para rever seu modo de agir com seus educandos, achar onde está insistindo  e onde e como fazer a mudança, pois cada” ser” tem sua maneira de aprender, e muita das vezes o professor não procura interagir com as infinitas linguagens, há diversas formas  de aprender e também de ensinar,  como aponta ( FILHO, 2010, 79):


Em pedagogia, chamar a atenção reiteradamente para o erro ou para deficiência, sem apontar alternativas para ordenação das atitudes e das ações pessoais, é acentuar a impossibilidade de recuperação. È desumano prevalecermos no outro, fazendo dele o depositário da nossa indignação. Ou amamos aponto de oferecer ajuda, mesmo com a possibilidade de recusa, ou continuamos a amar mesmo através de uma ação silenciosa. (FILHO 2010, p.79).


O que fortalece o homem, não são apenas seus acertos, mas o caminho trilhado para atingi-los. Esse processo de aquisição de conhecimento e aprendizagem será mais prazeroso, quando trilhado juntamente com um professor que conhece o segredo do caminhar junto e da infinita troca de afeto, carinho e interação principalmente nos momentos de dificuldades de seus alunos lembrando sempre que cada indivíduo é único e, portanto o entender de cada educando também será único. Como nos cita Filho, (2010).“A ternura é irmã siamesa da paciência; uma não existe sem a outra. Se não há ternura em um empreendimento pedagógico, desconfiemos de sua autenticidade.” (FILHO, 2010, P.79.).


A partir da década de 1980, várias teorias mostram que o aprendizado da escrita não se reduziria ao domínio de correspondência entre grafemas e fonemas (a decodificação e codificação), mas se caracterizaria como um processo ativo, por meio do qual, desde os primeiros contatos com a escrita; a criança construiria e reconstruiria hipótese sobre a natureza e o funcionamento da língua escrita como um sistema de representação. (BRIZZOTT, AROEIRA, PORTO, 2010 p.36).


Percebe-se que a década de 80 foi de suma importância para as transformações que viriam, mas esta transformação não começou em 1980, como mostra Pereira (2008).
       O século XX foi marcado por vários fatos que sobressaíram no processo de transformações das particularidades políticas brasileiras. Foi nesta época que aconteceu o Movimento dos 18 do forte (1922), a Semana de Arte Moderna (1922), a fundação do Partido Comunista (1922) a Revolução Tenentista (1924) e a Coluna Prestes (1924 a 1927) foi nesta década que a educação passou por diversas reformas de abrangência estadual, como a de Lourenço Filho no Ceará, em 1923, a de Anísio Teixeira, na Bahia, em 1925, a de Francisco Campos e Casassanta, em Minas, em 1927, a de Fernando de Azeredo, no Distrito Federal (atual Rio de Janeiro), em1928 e de Carneiro Leão, em Pernambuco.

Não somente a década de 20 houve mudanças importantes para a educação, mas nas décadas posteriores também houve reformas e expectativas em uma educação de qualidade para o povo de baixa renda, no entanto durante o regime militar o avanço da educação teve mais um de seus tantos entraves, o que mais uma vez contribuiu para que a educação ficasse estagnada; foi neste período que muitos  dos que lutavam para uma educação de qualidade para o povo, foram exilados do país, e os que permaneceram sofreram todos os tipos de torturas tanto física quanto psicológica, pagando muita das vezes com a própria vida.
Um dos exilados foi o pensador Paulo Freire; que ao retornar para o Brasil, continuou investindo na educação brasileira e sua luta pela educação  deixou um vasto material, onde coloca o ser humano numa situação de capacidades infinitas, sendo recomendado por diversos estudiosos.
 Freire se preocupou principalmente com a Educação de Jovens e Adultos, no entanto sua obra alcança todas as fases da educação. Não raro encontramos citações referentes a Ele em diversos artigos direcionados ao Ensino Fundamental e assim por diante.

Paulo Freire em sua obra Pedagogia da Autonomia: Saberes Necessários à Prática Educativa deixa por meio de seu exemplo pessoal, como o afeto, contribui para sem dúvida nenhuma com o aprendizado do ser humano, pois quem diria que aquele estudante inseguro e por não dizer com uma auto-estima baixa; se tornaria o renomado Paulo Freire reconhecido em todo o mundo, como exemplo para qualquer educador, que queira fazer a diferença, como fica claro não foi o muito falar de um mestre, mas apenas um gesto que desencadeou a segurança necessária, para o sucesso de uma pessoa. Como o próprio pensador afirma:
“Às vezes, mal se imagina o que pode passar a representar na vida de um aluno um simples gesto do professor. O que pode um gesto aparentemente insignificante valer como força formadora ou como contribuição à do educando por si mesmo.” (FREIRE, 2010,42).
Onde ele continua com seu relato pessoal procurando demonstrar que a insegurança também provoca reações diversas, tais como agressão e muitas outras consequencia que se encontra aos montes em sala de aulas.

Nunca me esqueço, na história já longa de minha memória, de um desses gestos de professor que tive na adolescência remota. Gesto cuja significação mais profunda talvez tenha passado despercebida por ele, o professor, e que teve importante influência sobre mim. Estava então sendo, então um adolescente inseguro, vendo - me como um corpo anguloso e feio, percebendo - me menos capaz do que os outros, fortemente incerto de minhas possibilidades. Facilmente me eriçava. Qualquer consideração feita por um colega rico da classe já me parecia o chamamento à atenção de minhas fragilidades, de minha insegurança (FREIRE, 2010, p.43).


Com um gesto de cabeça, um olhar de aprovação o professor contribuiu para a formação segura de um homem que como relata ao falar de si em seu livro direciona o leitor a pensar em seus atos não somente com seus alunos, mas com as demais pessoas que povoam suas vidas, tais como pais, filhos, amigos etc. Como prossegue Freire em seu relato:


O professor trouxera de casa os nossos trabalhos escolares e, chamando – um a um, devolvia - os com o seu ajuizamento. Em certo momento me chama e, olhando ou re- olhando o meu texto, sem dizer palavra, balança a cabeça numa demonstração de e consideração. O gesto do professor contribuiu mais que a própria nota dez que atribuiu a minha redação. O gesto do professor me trazia uma confiança ainda obviamente desconfiada de que era possível trabalhar e produzir. De que era possível confiar em mim, mas que seria tão errado confiar além dos limites quanto era errado estava sendo não confiar. (FREIRE, 2010, p.43).


Freire ao relatar este fato demonstra que atitudes advindas principalmente dos professores em relação a seus alunos contribuem tanto para o crescimento do educando, quanto para o agravamento de inseguranças comuns do ser humano em seu crescimento, pois crescer assusta e traz consigo dúvidas , inseguranças que muita das vezes só quem as possui , sabem o quanto fere.
Um olhar de carinho, um sorriso, um parabéns, um continue assim, um você consegue faz toda diferença na mente humana, derrubando muitos bloqueios que se formaria no intelecto do aluno.


1.2  O LIVRO NOSSO CONHECIDO COMPANHEIRO

Vera Maria Tieztmann Silva em LITERATURA INFANTIL BRASILEIRA: um guia para professores e promotores de leitura, (2009), trás desde seu prefacio um breve histórico sobre a qualidade da produção dos livros infantis e muitas dicas de como estas obras auxiliam os professores em sua jornada com os educandos. O que chama atenção são seus comentários sobre obras como Cazuza de Viriato Correia, as obras de Monteiro lobato entre outras e suas contribuições para sala de aula.
Silva, (2009) em suas comparações aponta que Tales de Andrade e Viriato Correia se encontram incluído entre os pioneiros da ficção para crianças. “O primeiro é autor de saudade (1919), narrativa calcada em Coração, com a diferença, apenas, do tempo, que não é o presente, mas o da memória, como em Pompéia e Machado; e a intenção, que é a de valorizar a vida rural.” (SILVA, 2009 p.25).
Em sua obra Silvia (2009), remete o leitor a história do avanço dos vários gêneros literários já publicados, procurando mostrar a diversidades de obras, comparando a visão de cada escritor em relação à época em que foi escrita; tornando uma excelente fonte de leitura para profissionais que trabalham com alfabetização e leitura e outras áreas onde se faça necessário à comparação de obras. Pois:


Literatura é a única manifestação de arte que tem uma condição para o leitor: ser alfabetizado. Diferente do teatro, da pintura, da escultura, da música e da dança, que não apresentam condições para espectador, a leitura exige que o leitor saiba ler. A criança pequena depende do adulto para fazer a mediação da leitura. E a criança maior, já alfabetizada, precisa do adulto para aproximá-la do livro, sejam os pais, os tios, o professor ou o bibliotecário. (PARREIRAS, 2009, p.17).



O que remete a Souza org. (2009), quando cita o renomado escritor Elias José, onde ele deixa claro que a leitura auxilia tanto aquele que já sabe ler, quanto a uma criança que ao pegar um livro, vai apenas brincar. já se faz notório que brincando se aprende, e ouvindo de seus pais historias infantis, mesmo que a criança não siba ler ficara a sensação que aquele objeto “Livro”, é algo prazeroso.



[....] Pais e professores fiquem atentos se quiserem formar gerações de pessoas felizes e aptas a vencerem na vida. O livro infantil, que é oferecido para a criança ler, ou é lido para ela, caso não esteja alfabetizada ainda, é brinquedo capaz de despertar o interesse pelas coisas sensíveis, criativas e inteligentes e belas. Através das histórias fictícias e da poesia, fazemos uma viagem de sonho de puro encantamento. Aprendemos sem traumas, a lidar com problemas diários. Conhecemos melhor a realidade que nos cerca. Crianças e jovens que não tiveram o seu imaginário desenvolvido, aquecido pela leitura literária, pela dramatização, pelo poder de encantamento da música e das artes plásticas, serão pessimistas, endurecidos, incapazes de sorrir e de ser feliz, [...] (José 2007, p.29) (SOUZA, 2009, p 37)



Já se faz notório que as crianças aprendem por imitação, sendo assim melhor seria que em todos os lares as crianças pudessem ver seus irmãos; pais e demais membros de sua família lendo.  Em lares que o hábito de ler é presenciado pelos filhos, a leitura é vista pelos pequenos como normal, contribuindo para uma melhor adaptação ao se inserida na escola.


CAPITULO II

2. A CONTRIBUIÇÂO DE PIAGET E VYGOTSKY NA EDUCAÇÃO

Piaget contribuiu e continua contribuindo para a educação de grande maneira, principalmente para professores que procuram entender seus alunos para ajudá-los nos momentos de dificuldades.
O desenvolvimento intelectual humano é fruto de suas relações internas com o mundo exterior. Essa relação leva a um constante equilíbrio e desequilíbrio. Quando o equilíbrio se torna estável surge à adaptação segundo BRIZZOTT, AROEIRA, PORTO. (2010) sobre a Teoria de Piagetiana.

 Segundo BRIZZOTT, AROEIRA, PORTO (2010, p. 17). A criança aos sete anos, já possui maior facilidade em separar o real do irreal, iniciando o período da lógica. De acordo com Teoria de Piaget. Nessa etapa a realidade da criança passa a ser organizada mais pela razão que pela absorção do ego. A criança passa a notar a necessidade de esclarecer pela lógica seus pensamentos e atos, trocando a aptidão de ludicidade do pensamento, que confunde a realidade e fantasia por  ações críticas.

Percebe-se ao estudar Piaget que ele, procurou mostrar o desenvolvimento do ser humano segundo o desenvolvimento interno do ser, dependendo de sua idade biológica. Enquanto Vygotsky procurou mostrar a relação do ser humano em relação ao meio em que vive.
“Uma grande contribuição para os estudos sobre a aquisição do conhecimento veio de Vygotsky, que mostra a importância da interação social e, nesse processo de interação, a importância da linguagem”. (BRIZZOTT, AROEIRA, PORTO. 2010 p. 20).
Para entender as dificuldades encontradas em diversos alunos que passam a frequentar os anos iniciais do Ensino Fundamental, normalmente coloca – se causas prováveis como a situação econômica dos pais; o analfabetismo deles e por não dizer o sistema educacional como um todo, não da pra negar que estes fatores possam contribuir e muito para que os educandos desta fase encontrem maior dificuldade que os de famílias com maior poder aquisitivo, no entanto como nos mostra Freire, (2010, p. 16), o profissional bem preparado faz a grande diferença. Pois se uma docente no inicio de carreira for trabalhar numa instituição de ensino infantil e não tiver uma boa base teórica ou um mínimo de prática, corre um sério risco de ao invés de contribuir positivamente com a instituição, contribuir negativamente, além de prejudicar de grande maneira os educandos. A criança nesta primeira fase está voltada mais para si e o brincar, de acordo com (Freire 2010, p 17):

 Que quanto mais nova a criança, mais individual e auto centrado é seu brinquedo, A criança em sua primeira infância é muito centrada nela mesma. Constrói sua realidade trabalhosamente, adquirindo noções espaciais, temporais e do próprio corpo, diferenciando – se, assim, dos objetos ao seu redor. È plenamente admissível, portanto, que essa centração nela mesma permaneça, durante algum tempo. O que não se deseja é que essa autocentração estenda – se por longo tempo, atravessando a segunda infância, adolescência e idade adulta. (Freire 2010, p 17).



Inserir esta criança no mundo da escrita e da leitura, esperando que aos cinco anos de idade ela já saiba ler e escrever é uma pretensão tamanha, pois o que mais importa nestes primeiros anos é que a criança adquira bons relacionamentos com as outras crianças e com as demais pessoas de sua convivência; não significando que passará esse período sem conviver com os símbolos da escrita e tão pouco de leitura, pois por meio de contos infantis, teatrinho, fabula e diversos outros trabalhos de interação podem contribuir para que estas crianças adquiram o bom gosto pela instituição de ensino e o desejo de estar nas séries seguintes galgando degraus maiores em conhecimento oferecido pela instituição.
 A construção do conhecimento das crianças nessa etapa depende das relações que vai formando com os demais e os objetos. Nada ainda em águas rasas, sem sair de perto das margens. O seu conhecimento sobre si mesmo ainda é pouco para firmar relações de convívio com o outro, e por isso se concentra mais nas brincadeiras individuais. O qual nos remete a Vygotsky, apud Freire (2010 p,18) quando diz que o desenvolvimento da criança se dá de sua relação com o meio que o cerca:

Cabe a escola, portanto respeitar esta característica da criança que entra na escola logo na primeira infância, pois quando o espaço escolar permite que a criança aja em liberdade e ambiente familiar não a comprometer física e intelectualmente, ela chegara ao ensino fundamental razoavelmente socializada e estabelecendo relações de troca com seus iguais, ou seja, com seus colegas de turma na escola. (FREIRE, 2010, p.18).



 Freire vai além, alertando sobre o perigo da pretensão de alfabetizar as crianças precocemente, como instigaria alguns estudiosos na área de leitura e escrita dizendo que:
As escolinhas da primeira infância que se dizem piagetianas, mas de seu método aproveita apena o que ele sugere em relação à alfabetização das crianças seguindo a linha de pensamento de Emilia Ferreiro. De acordo com freire, (2010):


 Emilia Ferreiro, possivelmente concordaria em que nada vale esse enorme esforço para alfabetizar se a aprendizagem não for significativa. E o significado, nessa primeira fase da vida, depende, mais que em qualquer outra ação corporal. Entre sinais gráficos de uma língua escrita e o mundo concreto, existe um mediado, às vezes esquecido, que é a ação corporal.


 De acordo com Freire (2010), Já há algumas escolas de educação infantil, contendo sua pressa em alfabetizar antes da hora, pois aprenderam com a teoria de Emilia Ferreiro entre outros, que alfabetização é algo que se aprende constantemente, livre do docente, ou seja, neste processo o educador representa um papel de relevância, não restrito. Contudo, o planejamento de uma escrita e leitura que a sociedade entenda não precisa ser precoce, e sim consequencia do processo que a criança realiza a alfabetização tendo como apoio a escola. As crianças estão ainda na primeira infância ao entrar no primeiro ciclo dos anos iniciais, incutindo ao professor mais responsabilidade, com o educando indo estas crianças alcançar um nível mais perene já aos oito anos segundo Freire:

A partir da segunda infância de posse de mecanismos que lhe possibilitam representar o mundo, situando - se entre os objetos sem sentir mais o centro de todas as coisas, a criança pode compreender de forma lógica sua vida de relações. È perceptível partir daí, seu ajustamento à realidade exterior; consequentemente, a representação fantasiosa que caracteriza a primeira infância - mesmo continuando a existir – será superada por uma representação simbólica mais comprometida com os elementos da realidade concreta com os quais a criança interage. (FREIRE, 2010, p.78).


Onde Freire mostra o valor da educação corporal que bem dirigida na vida dos pequenos que inserem aos 06 anos nas series iniciais, o professor deve elaborar suas aulas integrando um conteúdo ao outro num ambiente de descontração, e não apenas ficar com a ideia fixa de alfabetizar puramente em aulas expositivas,onde apenas se passa o conteúdo para os alunos copiarem e memorizarem, pois este não é o objetivo de nossa língua, como nos mostra os Parâmetros Curriculares Nacionais de Português. Em (Ivo, p 27). “O PCN de Língua Portuguesa assinala que o ensino da nossa língua tem o objetivo de desenvolver no educando as quatro habilidades lingüísticas: leitura, escrita, oralidade e produção de texto.

De acordo com CAGLIARI, 1998 apud in, Brizzott, Aroeira, Porto. (2010 p. 36):

O processo de alfabetização inclui muitos fatores e, quanto mais ciente estiver o professor de como se da o processo de aquisição de conhecimento, de como uma criança se situa em termos de desenvolvimento emocional, de como vem evoluindo o seu processo de interação social, da natureza da realidade línguistica envolvida no momento em que está esse professor de encaminhar de forma agradável e produtiva o processo de aprendizagem, sem os sofrimentos habituais. (CAGLIARI, 1998 apud in, BRIZZOTT, AROEIRA, PORTO, 2010 p. 36):



Os Parâmetros Curriculares Nacionais de Língua Portuguesa, deixam claro que o professor de Língua Portuguesa, tem que estar muito bem, preparado, buscar o conhecimento individual de cada educando, ser bem informado sobre os fatos que permeiam a sociedade, pois a ele foi delegada grande responsabilidade a de transformar seu educando em leitor do mundo. Hoje com o avanço das novas tecnologias, quando o professor pensa, que conhece determinado assunto com maestria, chega à sala de aula o aluno com várias novidades que colocaria o professor em uma situação embaraçosa. Pois o PCN de Língua Portuguesa (1997) deixa claro que:

Os objetivos de Língua Portuguesa salientam também a necessidade de os cidadãos desenvolverem sua capacidade de compreender textos orais e escritos, de assumir a palavra e produzir textos, em situações de participação social. Ao propor que se ensine aos alunos o uso das diferentes formas de linguagem verbal (oral e escrita), busca – se o desenvolvimento da capacidade de atuação construtiva transformadora. [...].A aprendizagem precisa  então estar inserida em ações reais de intervenção, a começar pelo âmbito da própria escola.(PCN LINGUA PORTUGUESA v.02 ,1997 p.46


O professor antes de quere tornar seus alunos em bons leitores deve ser também um bom leitor. Pois assim passará a seus alunos esse sentimento de prazer em relação à leitura, pesquisar em diversas fontes, usar todas as formas de linguagens, trazer a realidade que cerca seus educandos para sala de aula, por meio de textos que contextualizam a sua comunidade, elaborar projetos para serem realizados fora da sala de aula, e  quando possível realizar projetos que incluam os pais. E com isso trazer um pouco da cultura de seus alunos para o ambiente escolar. Pois o falante de uma língua não tem a menor consciência de sua sabedoria, Segundo Bagno (2009):

Poderíamos dizer que a grande tarefa da ciência linguistica é descobrir e explicar aquilo que os falantes sabem, mas não sabem que sabem. O conhecimento intuitivo que cada ser humano tem de sua língua materna e uma dos mais fascinantes mistérios da ciência. [...]. Por isso o línguista honesto é aquele que reconhece humildemente que qualquer falante de uma língua é o melhor gramático que existe. (BAGNO, 2009, p.187. Grifo do autor).  


Pois alfabetizar vai além do decodificar letra e grafemas. Para que uma sociedade mude se faz necessário conhecer seus problemas e procurar possíveis soluções, e para conscientizar é preciso que os educandos revejam suas ações e também as de seus companheiros tanto na escola quanto fora dela. Um dos desafios deste século, é o desperdiço com os meios naturais, a mídia alerta, algumas campanhas são feita visando a levar a população a economizar em todos os sentidos seja, no consumo excessivo de bens industrializados, ou em relação à própria água, no entanto o desperdiço se faz presente, onde ele deveria ser combatido nas escolas, e deixa a sensação que passar essas ideias e cobrar a resposta certa nas provas é o que verdadeiramente interessa. Quando na verdade a função da educação é preparar esse educando para agir em seu próprio beneficio, e assim para contribuir para que a sociedade mude.
O pequeno aluno/aluna de hoje será o homem/ mulher, adulta/adulto de amanhã. O aprendido de hoje fará a diferença no amanhã, transformar realidades não cabe só a escola, porém a ela está delegada esta responsabilidade, cabendo ao docente saber que de todo avanço que seu aluno fizer a ele será atribuído a maior parte, assim como os fracassos também. Como aponta (Silveira) em seu artigo. “Ser educador hoje é viver intensamente o seu tempo; conviver é ter consciência e sensibilidade” (SILVEIRA, 2010 P.01).


2.1 A IMPORTÂNCIA DA LEITURA EM JENIPAPO DE MINAS

Jenipapo de Minas - MG, localizada no Vale Jequitinhonha, no Nordeste de Minas Gerais, aproximadamente a 554 km de Belo Horizonte, faz fronteiras com os municípios de Araçuaí, Francisco Badaró, Minas Novas e Novo Cruzeiro. Jenipapo de Minas ainda é considerada nova, pois foi emancipada em (1997), seu povo muito voltado a educação, tem colocado seu nome em muitos anais da história da educação brasileira. Agora em 2012, Jenipapo de Minas conta com duas escolas estaduais e doze municipais, sendo dez multisseriadas nas comunidades rurais uma creche e um pré – escolar na cidade. A escola Estadual Nossa Senhora de Fátima, atende aos anos Finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio, A Escola Estadual Padre Willy, atende aos anos Iniciais do Ensino Fundamental e também a Educação Inclusiva.
Ainda conta com apoio da (AJENAI) “Associação Jenipapense de Assistência a Infância” que por intermédio do Cantinho dos sonhos participa com projetos voltados a leitura tanto nas escolas da zona rural quanto na Escola Estadual Padre Willy, Jenipapo ainda conta com a Biblioteca Municipal Elizete Martins.

As escolas administrada pelo Departamento de educação da prefeitura de Jenipapo de Minas, atende os anos iniciais, e vem fazendo um trabalho de parceria para que ao final do 6° ano, tenham obtidos resultados positivos e tendo sua demanda de alunos alfabetizados. Procurando investir na formação continuada de seus professores, montando mines bibliotecas em suas escolas e ainda assessorando a Biblioteca Municipal instalada na sede do Município.  Para melhor entendimento da real situação dos alunos em se tratando de leitura, Apresentação dos resultados da coleta/análise de dados colhidas na pesquisa de campo. Inicialmente, serão abordados os dados de identificação das amostras entrevistadas, seguida da análise de questões específicas relativas ao tema. As informações apresentadas dizem respeito a dados coletados no Departamento Municipal de Educação de Jenipapo de Minas, Escola Estadual Padre Willy, AJENAI, uma vez que as pesquisas pretendem tomar como referência o estudo comparativo com o resultado negativo sobre alfabetização e leitura no âmbito nacional feita por órgãos como o PISA  entre outros.
Inicialmente foi apresentado a todos os entrevistados (as) um breve resumo do resultado da pesquisa, como citada abaixo: Apenas identificarei quem autorizou citar seu nome.

Tendo em vista que as últimas pesquisas feitas pelos órgãos competentes, como o PISA, em (2003) entre outros, foi constatado que o Brasil de uma forma geral está com um sério problema em se tratando de leitura e escrita. Os alunos que aprenderam a ler e escrever são em grande quantidade analfabetos funcionais, e a maioria que frequentam as séries iniciais não atinge o conhecimento necessário para seguir adiante com seus estudos ao chegar ao 6° ano. Venho por meio desta pesquisa, levantar dados sobre o Município de Jenipapo de Minas por meio de suas instituições de ensino.

Supervisoras entrevistadas quatro no total, duas que atendem dozes escola da rede Municipal de Jenipapo de minas, todas localizadas na zona rural. E duas que atende a Escola Estadual Padre Willy. Onde relataram ao serem questionadas se: a realidade desta instituição contradiz estas recentes pesquisas? Ambas do Departamento Municipal de Educação concordaram que:


Não Contradiz, mas se compararmos os anos anteriores com os mais recentes, pode se observar que a educação do Município de Jenipapo de Minas teve grandes avanços de proficiência com gráficos dos resultados das avaliações externas como PROALFA e PROEB, onde se avalia a leitura e a escrita dos alunos (S. D. M. E)[1].


Como demonstra a profissional há avanços, mas inda há muito por fazer para que todos chegue ao final do ensino fundamental lendo interpretando o que se lê.
Quando questionadas como a instituição vem contribuindo para tornar o alunado em bons leitores?  Uma das entrevistadas deixou claro diante dos resultados negativos na referente pesquisa em 2003, foi estabelecido um novo planejamento e construção de projetos pedagógicos voltados a essas crianças com dificuldades de alfabetização.


Ao observar através dos resultados das avaliações externas como: PROAL que avalia os alunos do 3° ano e o PROEB que avalia os alunos do 5° ano. Foi formada a equipe pedagógica que tem como objetivo atender os que não alcançaram uma proficiência equivalente a estimada, através de intervenções pedagógicas. É desenvolvido também projetos que estimulam os alunos a ser bons leitores, como o Cantinho dos Sonhos, que tem parceria com a AJENAI. Através de Material dourados como: Alfabeto móvel nas letras cursivas e bastão, alfabeto ilustrado, dominó alfabetização. Brinquedos didáticos que incluem: cubos de vogais, abecedário e pote alfabeto. (S. D. M.E).


Em relação a participação da família se havia participação ou omissão por parte dos pais?

Não houve resposta. Percebe- se que estão preocupadas com os resultados negativos e providências foram e estão sendo tomadas para mudar a situação dos alunos quanto à leitura e escrita, no entanto ao não ter uma visão sobre a participação dos pais, deixa um leque para infinitas interpretações. Pois se faz notório que a contribuição da família junto à escola é um dos primeiros passos para que haja um bom aprendizado por parte dos educandos. Haja vista que se escola é a base do saber a família é a base do bem viver.
As mesmas questões foram feita na Escola Estadual Padre Willy onde uma das entrevistadas aponta que: 
Estão conscientes em relação às dificuldades  de ler e escrever de alguns alunos, e que estão fazendo o máximo para saná-las , no entanto os fatores que contribuem para que essas crianças permaneçam com muitas dificuldade no âmbito escolar ainda é a ausência da família.

 Não. Infelizmente há em nossa escola alunos que não sabe ler e escrever no 6° ano de escolaridade. A escola oferece reforço dentro do horário de aula para os alunos com dificuldade de aprendizagem; os professores fazem a intervenção pedagógica de acordo com a dificuldade do aluno; mas ainda falta a responsabilidade dos pais no acompanhamento escolar e procurar ajuda de um especialista, como: psicólogo, psiquiatra, neurologista etc.(RAMALHO)[2].


Quando questionadas como a respectiva escola vem contribuindo para tornar o alunado em bons leitores?
 “Durante o ano a escola promove vários projetos de leitura; os professores promovem momentos de leitura toda semana; além do incentivo das bibliotecárias para os alunos leem mais. (RAMALHO).

Em relação a participação da família ficou claro que. “A participação das famílias na vida escolar dos filhos que são mais indisciplinados deixa muito a desejar. A escola, muitas vezes na atinge, a proficiência recomendada, por negligencia de alguns pais para com os filhos.” (RAMALHO).

Em entrevista a Coordenadora da AJENAI, quando perguntada se a realidade com as crianças e suas famílias atendidas contradiz estas recentes pesquisas.

A entrevistada apontou que infelizmente ainda encontra muitas crianças, jovens e adolescentes com defasagem em leitura e escrita:


Não. O contato com as crianças, adolescentes, jovens e suas famílias por meio dos encontros, atividades e em especial nos mementos de troca de correspondência dos afilhados com os padrinhos, nos possibilita uma leitura da realidade dos mesmos. Sendo então constatada por esses diagnósticos, grande defasagem de leitura e escrita tanto pelos pais quanto pelos estudantes. (LOPES)[3].

A AJENAI atende um grande número de estudantes tanto da zona rural, como urbana, pois a maioria dos que estuda na cidade de Jenipapo de Minas moram na zona rural do município, o que demonstra que há ainda um longo caminho a percorrer para a preparação desses educandos em bons leitores.
Quanto à contribuição da AJENAI, para tornar os assistidos em bons leitores, fica claro que:
A partir da constatação citada, a AJENAI propôs desenvolver junto as escola o PROGAMA “Cantinho dos Sonhos Itinerante”, uma ação de incentivo à leitura que leva até as escolas um acervo de, em média 100 livros de literatura infantil e infanto- juvenil, o qual permanece por um mês em cada escola. Nesse período são desenvolvidas atividades diversas com os livros, inclusive empréstimo para leitura com a família. A culminância do projeto se dá com a mostra dos resultados envolvendo a comunidade escolar e a AJENAI. (LOPES).

Quanto a participação da família ou sua omissão em se tratando da leitura juntos aos filhos, ficou claro que sempre se tem mais de um fator a contribuir negativamente como aponta a entrevistada.

Em muitos casos as famílias são omissas por não dar a devida importância à escolarização dos filhos, mas em outras situações isso ocorre devido às limitações da família para esse acompanhamento.
Mas há uma parte considerável das famílias que acompanham seus filhos. O Cantinho dos Sonhos tem sido uma oportunidade para demonstração disso, pois a comunidade escolar é convidada a se envolver em todo processo.
A participação da família na vida na vida escolar dos filhos é sem duvida fundamental, no entanto é uma relação que deve ser construída gradativamente e cultivada sempre. (LOPES).


Praticamente todas as entrevistadas concordam que a família está deixando muito de sua responsabilidade para os órgãos de ensino, que sua participação  efetiva facilitaria tanto para os educadores quanto no contexto familiar e por não dizer no contexto social. Para que aja uma mudança positiva no âmbito escolar, se faz necessário a interação família /escola, escola/família, e sociedade. Quando cada um desses representantes atuarem de forma a assumir sua parte na educação de uma criança, a aprendizagem se fará presente e todos serão beneficiados.
Afinal ser educador não é assumir as responsabilidades de pai e mãe, e sim contribuir para que essas relações sejam positivas. Como aponta Silveira:
“O educador e o responsável por estimular o prazer de compreender, descobrir, construir o conhecimento, curiosidade autonomia e atenção no aluno”. (SILVEIRA, 2010 P.01).









































CONSIDERAÇÕES FINAIS


Tendo em vista, que alguma das vezes; que fui substituir alguns colegas de profissão, encontrei dentro de sala de aula, alunos já no 4° ano do ensino fundamental, que não sabiam ler e escrever, procurei pesquisar sobre o assunto e para minha surpresa, encontrei várias pesquisas sobre o tema e certo alarme quando se fala em Minas Gerais, principalmente sobre as regiões mais pobres, não nego, não contamos com o hábito de comprar livros; palavras cruzadas, gibis, não por não querermos, mas por não termos ainda uma banca de jornal ou uma livraria, e quando tentamos comprar  pela Internet,devido o preço altíssimo do frete, que muitas das vezes dobra o valor comercial do livro, impossibilitando a compra.  
Durante a minha pesquisa sobre o que tem sido oferecido para acabar com a defasagem quanto à leitura e  a escrita, em Jenipapo de Minas, percebi que infinitos esforços vêm sendo feito por suas instituições de ensino para acabar com o analfabetismo, o que ficou exposto foi a falta de compromisso das famílias em relação à educação escolar de seus filhos, o que nos remete a uma pergunta, como preparar estes educandos para a vida, diante de tantas ofertas perigosas, por exemplo, as drogas , pois devemos ensinar nossos alunos a ler o escrito, mas temos uma responsabilidade maior , o de ensiná-los a ler o mundo, e   a fazer melhores escolhas,o que nos remete aos Parâmetros Curriculares nacionais  quando diz, que um dos objetivos gerais do ensino fundamental é que o educando:

Compreenda a cidadania como participação social e política, assim como exercício de direitos e deveres políticos, civis e sociais, adotando, no dia- a- dia atitudes de solidariedade, cooperação repúdio às injustiças, respeitando o outro e exigindo para si o mesmo respeito. (PCN, LINGUA PORTUGUESA, v.2,p.07 1997).


Quando um aluno passa de quatro ou mais anos em uma instituição de ensino e não aprende a ler e escrever, sua auto – estima já esta totalmente comprometida, e fica para a sociedade a sensação que a escola falhou e quando a escola falha; muitos fatores são atribuídos para explicar, o que causou a falha, no entanto como ajudar esses alunos que já se encontram com tal defasagem, em minha pesquisa encontrei apoio em muitos teóricos como Piaget, Vygotsky, Magda Soares, Paulo Freire, João Batista Freire, Luiz Schettini Filho, entre outros.
Que nos apontam o quanto o professor deve estar preparado, para trabalhar com os novos e velhos desafios em sala de aula. Trazer a família para mais perto da escola, como percebi não é tarefa fácil, no entanto se faz necessário e urgente, abrirem as portas das escolas de forma a atrair estes pais para junto dos educadores, para que realmente haja uma alfabetização de qualidade.
Quando escola e sociedade se unem em um propósito, vemos realmente mudanças, positivas para os dois lados. A capacidade humana é imensa tanto para o bem quanto para o mal, hoje infelizmente já somos conhecidos em rede nacional, não por nossos avanços na educação, ou pelas ruas com calçamento, mas sim por estarem muito próximas de nós as drogas, as últimas noticias sobre o Vale do Jequitinhonha no Jornal Nacional, foi um alerta tanto aos pais quanto a professores, a reportagem mostrou que Araçuaí cidade próxima de Jenipapo de Minas, está tomada por usuários de Crack,( Droga que vicia já na primeira vez , quando consumida). Onde como professora das séries iniciais, me pergunto, como evitar que os pequenos de hoje seja um usuário amanhã. E assim concluí que ser professor é uma responsabilidade enorme, que devemos investir em nosso trabalho para que nossos educandos aprendam a ler e escrever, e principalmente saiba dizer não as armadilhas da sociedade. E só conseguiremos alcançar a alma humana quando, educação for, na prática sinônimo de valorização humana e estas duas estiverem  de mão dadas, pois diante de tantas cobranças no âmbito escolar, muitas escolas se esquecem do valor de um sorriso e de uma lágrima de contentamento por uma vitoria muito sonhada.
Durante a elaboração deste trabalho, tive como objetivo a finalidade de contribuir para com a minha formação profissional e também contribuir para que futuros leitores encontrem nas obras pesquisadas um subsidio para auxiliá-los no processo da formação de futuros leitores. Segundo (GONÇALVES, p.82):

Pesquisar é descobrir, é desnudar o que existe algo que ainda não foi trazido ao conhecimento. A pesquisa é um micromundo humano e, portanto, tem um papel importante na construção das ciências sociais e da vida como um todo. Não só as instituições de ensino, mas toda e qualquer organização, evoluem pela busca contínua de conhecimentos já produzidos e que possam ser aproveitados para solucionar suas dificuldades ou aprimorar sua realidade. Para Demo (1988, p.50 apud GONÇALVES, p.82)“a habilidade de pesquisa é, assim, o que há de mais prático no mundo moderno, porque contém primordialmente a instrumentação da mudança”.
A vida gira em torno de pesquisas, e se faz necessário para qualquer empreendimento, principalmente para os profissionais da educação, porque assim que um professor fecha esta porta em sua jornada ele estará se privando de ser o principal elo entre o passado, presente e futuro. Para tanto, Não imagino o mundo sem professor, pois ser educador é viver aprendendo enquanto se ensina, e viver ensinando enquanto se aprende.


























REFERÊNCIAS:

BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais de Língua Portuguesa: de 1ª a 4ª
série, Secretaria de Educação Fundamental. Brasília, 1997.


BIZZOTTO, Maria Inês; AROEIRA, Maria Luisa; PORTO, Amélia. Alfabetização Linguistica: da Teoria à Prática. 1ª edição Belo Horizonte: Dimensão, 2010. 141 p.

RAPOPORT, Andrea et al. A criança de seis anos: no ensino Fundamental. 1ª edição Belo Horizonte: Mediação, 2009. 141 p.

SOUZA, Renata Junqueira de (Org.). Biblioteca escolar e práticas Educativas: O Mediador em Formação. 1ª edição Campinas SP: Mercado de
 Letras, 2009. 243 p.

PARREIRAS, Ninfa. Confusão de Línguas na literatura: O que o adulto Escreve e a criança Lê. 1ª edição Belo Horizonte, MG: Mercado de Letras, 2009. 181 p.

ESHETTINI FILHO, Luiz. Pedagogia da ternura. 2ªedição Petópeles, RJ: Vozes, 2010. 111 p.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: Saberes Necessários à Prática Educativa. São Paulo, SP: Paz e Terra, 2010. 148 p.

GREGORIN FILHO, José Nicolau. Literatura Infantil: Múltiplas Linguagens na Formação de Leitores. São Paulo, Sp: Melhoramentos, 2009. 128 p.

FREIRE, João Batista. EDUCAÇÂO DE CORPO INTEIRO: Teoria e Prática da Educação Física. São Paulo, SP: Scipione, 2010. 199 p.
 
MINGUET, Pilar Aznar et al. (Org.). A Construção do Conhecimento na Educação. Porto Alegre: Artes Médicas Sul Ltda., 1998. 181 p.

SOARES, Magda. Linguagem e Escola: Uma perspectiva Social. 17ª São Paulo, Sp: Atica, 2008. 181 p.

CARVALHO, Marlene. Guia prático do alfabetizador. 1ª São Paulo, SP. Ática 2005. 103 p.




              [1] Supervisoras do Departamento Municipal de Educação, que atende a s escolas da Zona rural de Jenipapo de Minas. (obs. Não ouve autorização para citar o nome).
[2] RAMALHO, Flávia Euzila, supervisora que atua na Escola Estadual Padre Willy a quatro anos, contando uma experiência de mais ou menos 16 anos em sala de aula nos anos iniciais do Ensino Fundamental e Nível  Médio.
[3] LOPES, Elizangela Pedroso. Coordenadora da AJENAI (Associação Jenipapense de Assistência a Infância) e trabalha junto as comunidade da Zona Rural de Jenipapo de Minas mais ou menos 12 anos  e atende também a área urbana esporadicamente.






















INTRODUÇÃO ESTÁGIO II NAIR




1.    INTRODUÇÃO

O estágio tem como objetivo aproximar a prática ao meu conhecimento teórico trazendo para mim como aluna, o espaço físico e humano e sua forma de organização. Pois por intermédio deste estágio estarei apta a exercer com maior segurança a profissão que escolhi.
O Estágio Supervisionado é uma estratégia de profissionalização que contempla o processo ensino – aprendizagem. Sendo uma fase primordial para preparação do aluno para ingresso no mercado de trabalho, desenvolvendo atividades que se inter – relacionam e integram a formação acadêmica com a atividade prática - profissional.
 O Estágio tem dentre outros objetivos proporcionar condições favoráveis para que eu como Estudante do curso de Licenciatura em Pedagogia  da Faculdade do Noroeste de Minas – FINOM, possa aliar a teoria  a prática no âmbito escolar.
Oportunizar a integração do acadêmico, inserindo - o nas diversas situações de trabalho, com o objetivo de melhorar a prática educativa/ pedagógica junto à atividade desenvolvida.
Cito aqui alguns benefícios do estágio supervisionado para mim como aluna do Curso de Pedagogia.
Possibilitar-me á a aplicação prática dos conhecimentos teóricos obtidos;
Motiva o estudo, pois permite maior assimilação do conteúdo teórico;
Possibilita perceber as próprias deficiências e buscar o aprimoramento;
Incentiva a observação e comunicação e comunicação concisa de ideias e experiência adquiridas, através dos relatórios elaborados para envio a Faculdade;
Dentre outros aproxima o futuro profissional com futuros alunos, pois iremos trabalhar com alunos dos primeiros anos (ciclos) até o quinto ano do ensino fundamental.
Este relatório apresenta as características gerais da escola a ser estagiada, sendo, portanto, seu corpo docente, discente, equipe de apoio de profissionais que trabalham no dia a dia com as crianças/adolescentes, bem como os recursos de estrutura física que a Instituição se dispõe e os meios utilizados pelos profissionais desta área para ministrarem suas aulas.
               O Estágio Supervisionado II é parte fundamental e necessária para a formação do futuro professor, e o mesmo tem a oportunidade de conhecer e interagir com a realidade da escola, uma vez que o estágio proporciona uma formação sólida do profissional, que deve estar preparado para lidar com diversificadas situações que surgirão no seu dia a dia como docente.




ESTAGIO II NAIR


2. ANÁLISE DA REALIDADE GERAL DA ESCOLA
2.1 Características da Escola

             A Instituição denominada Escola Estadual “Padre Willy”, está localizada à Rua Santos Dumont, N° 120, Bairro Alto do Campo, em Jenipapo de Minas - MG, CEP: 39.645-000, localizada no Vale Jequitinhonha, no Nordeste de Minas Gerais, aproximadamente a 554 km de Belo Horizonte, faz fronteiras com os municípios de Araçuaí, Francisco Badaró, Minas Novas e Novo Cruzeiro. A referida instituição foi registrada sob Lei N° 17.122 de 05/11/2007, MG de 06/11/07. A clientela é formada por alunos que tem idade entre 06 e 14 anos, oferecendo os anos iniciais até o 6º ano do Ensino Fundamental de escolaridade. Possui 185(cento e oitenta e cinco) alunos distribuídos em 08 (oito) turmas do primeiro ciclo, e 135(cento e trinta e cinco) alunos do segundo ciclo, divididos em 06(seis) turmas, e no terceiro ciclo 162(cento e sessenta e dois) alunos, que formam 05(cinco) turmas, totalizando 482(quatrocentos e oitenta e dois alunos. Conta com 1(uma) Diretora e 1(uma) vice- diretora, 1(uma) secretária.

2.2  Estrutura Física

 A Instituição física conta com 03(Três) Pavilhões que se subdivide em (02) dois para salas de aulas e um para biblioteca, diretoria, sala dos professores e secretaria além de sala de informática em ótimo estado de conservação, toda murada, com um portão pequeno em uso e um portão grande para entrada de veículos, que quase não é utilizado. Possui 01(um) refeitório com 06(seis) mesas grandes com 06(seis) bancos correspondentes, 01(um) pátio adequado para lazer dos alunos, e uma área grande ainda não construída de chão de terra, possui 01(uma) quadra poliesportiva coberta, para prática de esporte na aula de Educação Física, e também para eventos e projetos desenvolvidos pela escola, estando em ótimo estado de conservação.
    Conta com 01 (uma) cantina bem equipada e organizada para a preparação da merenda escolar. E também com um depósito para armazenamento de alimentos dentre outros utensílios como Liquidificador industrial panela de pressão industrial e um filtro de barro.
  Possui 14(quatorze) salas de aulas, tendo estas, iluminação adequada, 01(uma) sala de vídeo, também 01(uma) sala de computação com 11(onze) computadores.  Observei que uma das salas de aula está sendo utilizada como depósito tanto para materiais a serem utilizados, como para material que não tem mais serventia. A escola possui ventiladores de teto sendo mais ou menos 02(dois para cada sala de aula e demais compartimentos fechados, mas ainda não saiu à verba para instalação e o mesmo ocorre com os computadores já estão na escola, mas ainda não foram instalados. Conta com um sala de recurso  que vem sendo utilizada com repartimento de armários , ficando uma parte para educação inclusiva e a outra para alfabetização.
A frente da escola ainda não foi coberta, pois está a cargo da prefeitura que sempre arruma um meio de demorar com algo tão simples, pois ela apenas vai fazer uma cobertura de no máximo dez (10)metros de largura, pois as crianças que estudam a tarde chegam nos transporte escolar mais ou menos uma hora antes e o sol aqui em Jenipapo não costuma dá trégua .             
                 No pavilhão administrativo possui 01(uma) sala de espera com 04(quatro) cadeiras e 01(uma) longarina com 05(cinco) assentos, 01 (uma) sala para professores, tendo nesta, 02(dois) escaninhos, 02(duas) mesas e 17(dezessete) cadeiras. 01(uma) sala para diretor e vice, 01(uma) sala para supervisores e 01(uma) secretaria.
                 A escola possui no total 13(treze) banheiros, sendo estes distribuídos de acordo com a necessidade de cada repartição da escola, portanto para uso dos alunos, são 03(três) femininos, 03(três) masculinos, sendo todos adaptados para cadeirantes. No pavilhão administrativo, para uso dos funcionários, possui 03(três) banheiros, sendo 01(um) masculino e 01(um) feminino, e 01(um) adaptado para cadeirantes. Na quadra, tem 02(dois), sendo 01(um) feminino e 01(um) masculino. Na cantina também possui 02(dois) banheiros para uso dos funcionários, estando todos em ótimo estado de conservação. E também são usados para os alunos quando se trabalha com o tempo integral, pois são nestes dois banheiros que as crianças tomam banho
                  Observei que a escola é toda adaptada para circulação de portadores de necessidades educativas especiais, cadeirantes. E o pavilhão administrativo é ornamentado com cartazes e frases de incentivo à auto - estima.
         
2.3 Recursos Humanos

     A Instituição funciona em dois turnos, matutino e vespertino, com atendimento aproximadamente de 482 (quatrocentos e oitenta e duas) crianças/adolescentes, divididas em 19(dezenove) turmas ao todo. O corpo docente é composto por 32(trinta e dois) profissionais, sendo 02(dois) com habilitação em História, 01(um) em Geografia, 03(três) em Letras, 10(dez) em Normal Superior, 06(seis) em Pedagogia, 02(dois) em Matemática, 02(dois) em Educação Física, e 15(quinze) destes possui o Magistério, ainda 02(dois) Especialistas, 01(um) professor de Educação Religiosa, 02(dois) eventuais, um em cada turno, 02(dois) bibliotecários, 08(oito) Auxiliares de Serviços da Educação Básica, sendo 04(quatro) atuantes no período matutino e 04(quatro) no período vespertino, sendo 01 (um) cedido pela Prefeitura Municipal de Jenipapo de Minas, 01(um) diretor, 01 (um) vice-diretor, 04(quatro) ATB (Auxiliar Técnico de Educação Básica) e 01 (uma) secretária.

2.4 Recursos Materiais

     Encontram-se disponíveis materiais didáticos e áudios visuais como, 02(dois) televisores, 02(dois) micro system, aparelho de DVD, jogos pedagógicos, coleções de livros para preparação de aula dos professores, ábacos, material dourado. Possui lousa, 01(um) mimeógrafo, giz, vários tipos de papéis, que são utilizados para decoração nos eventos e projetos da escola, quanto aos equipamentos utilizados na prática de Educação Física são 04(quatro) bolas, sendo 02(duas) de futebol, 01(uma) de vôlei, e 01(uma) de basquete, 02(duas) petecas. 01(um) aparelho de telefone fixo, estando este fora do uso, cada sala de aula possui 35(trinta e cinco) conjuntos de mesas e cadeiras, e em cada sala também contém 02(dois) armários onde os professores guardam os materiais didáticos dos alunos, na sala de supervisão possui 01(uma) xerocadora que atende professores, direção, secretaria e supervisão, estando esta em bom estado de conservação.

2.5  Principais Problemas enfrentados por professores e demais funcionários da escola
             Durante as visitas que realizei nesta Instituição, por meio de entrevistas e observações realizadas com servidores e professores, percebi que os professores enfrentam desafios relacionados à aprendizagem dos alunos, devido este] dispor de poucos recursos para pesquisa fora da escola, também encontra dificuldade para resolver situações problemas no que diz respeito à indisciplina dos alunos e a falta de apoio de pais ou responsáveis pelos mesmos para a resolução dos problemas.

2.6  Participação da comunidade na gestão escolar

 A Escola Padre Willy conta com o colegiado que tem por objetivo promover o fortalecimento da autonomia da escola, a participação de professores, funcionários e família na gestão escolar. O Colegiado Escolar é um órgão representativo da comunidade nas escolas estaduais de educação básica e tem respeitado as normas legais vigentes, função deliberativa, consultiva de monitoramento e avaliação nos assuntos referentes à gestão pedagógica, administrativa e financeira da instituição.

O Colegiado Escolar realiza reuniões ordinárias uma vez ao mês ou no caso de alguma eventualidade se reúne extraordinariamente, sendo estas reuniões são realizadas na sede da escola, presidida pela diretora, que atualmente é Rosa Maria Fernandes. Existe também o Conselho de Classe que se reúne no mínimo (04) quatro vezes durante o ano letivo em datas previstas no calendário escolar, de forma a facilitar o trabalho dos professores participantes, tendo como competência informar a situação de cada aluno como pessoa única e diferenciada no contexto de suas respectivas classes.      

2.7 Descrição e análise do Projeto Político Pedagógico da Escola

O Projeto Político Pedagógico dessa instituição está sendo elaborado, complementado e atualizado de acordo com a realidade da escola. E se encontra na SER (Superintendência Regional de Ensino) no município de Araçuaí, para ser analisado e posteriormente aprovado, contudo tivemos esclarecimento sobre alguns pontos importantes do PPP (Projeto Político Pedagógico) e do regimento escolar e estes seguem as Diretrizes Curriculares Nacionais e vem procurando trazer para seus objetivos a realidade social, cultural de seus alunados, Segue em anexo declaração fornecida pela escola constando a atual situação do Projeto Político Pedagógico.

3.0 Observação e Regência
3.1 Observações de aulas
3.1.1 considerações sobre a prática pedagógica do professor regente.

 Em comprimento com as obrigações de estagiária para aquisição de licenciatura plena em Pedagogia eu Nair do Rosário Costa aluna do 6° período da Faculdade do Noroeste de Minas – FINOM, venho per meio deste, relatar  como se deu a minha atuação e conhecimentos adquiridos durante a realização do Estágio Supervisionado II realizado por mim na  Sala da Professora [1]Zélia   e [2]Renata professoras regente na  Escola Estadual Padre Willy, situada na Rua Santos Dumont, 120, Jenipapo de minas – Minas Gerais – MG
     No dia 08 e 09 de maio de 2012, observei as aulas da professora Zélia aparecida, que leciona no 4º ano do ensino fundamental. Ela começou a sua aula com uma conversa informal dando mais uns cinco minutos mais ou menos  para a chegada dos alunos atrasados. Apresentou-me para os alunos e deu inicio a aula com uma oração.  Em seguida copiou na lousa Uma musica do Cantor Roberto Carlos “Como é grande o meu Amor Por Você” e exercícios relacionados  à música            Enquanto os alunos resolviam os exercícios , ela foi corrigir a lição de casa dos quatros alunos com dificuldades diversas, pois  consta com um que está em nível de primeiro ano , e os outros três leem com muita dificuldades.  Após a correção dos exercícios, veio a aula de educação física com a professora Patrícia que me liberou para auxiliar a professora Zélia na aquisição do material para confecção de um painel para a reunião em homenagem ao dia das mães. Modéstia a parte ficou lindo, pena que não tinha câmera fotográfica, para registrar o evento no dia de sua realização.
Após o recreio ela envolveu toda turma, e tocou a música trabalhada, e permitiu que os alunos apresentassem outras músicas que eles conheciam e pediram para apresentar. Deu para perceber que a turma adora cantar e representar. Para finalizar a aula a professora passou exercícios de matemática (Resoluções de problemas) para serem feitos em casa. Despediu-se da turma e tocou o sinal. Ela conversou comigo falando um pouco de seus alunos, onde descobri que ela tirava duas horas duas vezes por semana para dar aula de reforço para os 4 (quatro) alunos com defasagem. [3]Obs.
No dia 09 (Nove) a professora fez a oração, pois todos chegaram no horário. Ela começou corrigindo o exercício de matemática, avisando que quem não fez ficaria sem recreio, ela mesma iria pegar seus lanhes,mas os alunos que não fizeram a lição de casa não sairiam, adiou a correção e passou mais alguns problemas para que eles resolvessem com sua ajuda esclarecendo dúvidas. Perguntei se podia ajudar e comecei a atender aos pedidos de ajuda.
Está semana o tema central é Mãe, e há alunos que perderam a mãe, outros alunos que a mãe foi trabalhar em outra cidade.  Já havia notado que alguns estavam participando da aula, mas estavam com olhar triste. A professora começou a conversar como quem não quer nada e de repente eles foram falando e mudando o semblante no olhar. Há um aluno em especial que não suporta a mãe. Ele desabafou recebeu tanto por parte da professora e de mim e da turma apoio em suas [4]conquistas Ela fez a correção da tarefa de casa. E deu inicio a aula de ciência/Geografia trabalhando “as propriedades do solo.
Após o recreio tiramos foto da turma para a confecção da lembrancinha para as mães. Terminaram os desenhos e mensagens do mural. Todos se despediram
Aos dias 29 e 30 de maio de 2012, observei a aula da professora Renata que atua no 5° ano do ensino fundamental. Ela iniciou a aula com uma oração e deu inicio a correção das atividades de matemática (Lição de casa), avisando que quem não fez não teria recreio. Após a correção ela deu inicio a aula de português, como texto “Amazônia em perigo do Livro didático, interligando português, ciências e Geografia. Neste dia percebi que ela faz uma relação entre as matérias, e consegue transmitir com segurança os conteúdos trabalhados. Na ultima aula ela passou continhas de dividir para os alunos dando assistência individual. O que mudou na aula do dia 30 de maio2012 foi o exercício de matemática, que a professora trouxe um exercício impresso sobre como calcular área de uma determinada reserva, onde percebi que os alunos adoraram pintar a figura, a professora explicou com clareza o conteúdo, dando auxilio individual, deixando claro que a maior dificuldade deles era nas contas de dividir.    
3.1.1 considerações sobre a prática pedagógica do professor regente.
            Após refletir sobre as observações nestes quatros dias na sala do 4° e 5°ano das respectivas professoras.  Percebi que tanto a professora do 4°ano quanto a do 5° ano. Tem muita experiência, trabalham de forma a contribuir para a aprendizagem dos alunos e estão sempre pesquisando para melhorar suas aulas. Realizam seu trabalho com amor, e firmeza. Procuram elevar a auto - estima  de seus alunos. De onde conclui, que ainda tenho muito a aprender e estes quatro dias me ensinou muito, pois tive a oportunidade de estar com profissionais dedicadas, que muito contribuíram para a minha formação profissional.

            3.2 regências de aulas

Aos dias 10 e 11 de maio de 212 realizei minha primeira regência na sala da professora Zélia que leciona para o 4°ano do ensino fundamental,. Iniciei  a aula com uma oração,Conversei um pouco com a turma e iníciei com a aula de  matemática, onde para minha surpresa não houve tantos pedidos de ajuda . Para os quatro alunos com defasagem levei uma folha impressa e percebi que realmente estão avançando. Observação: atividades passadas na lousa. Na aula seguinte levei uma mensagem impressa sobre as mães, pedi que fizessem uma litura silenciosa e coletiva, e após leríamos em voz alta. Passei exercícios pedindo que tirassem do texto os substantivos, elaborassem uma frase ou mensagem para completar o painel da sala, fizeram os exercícios e pintaram a figura. Fomos para o recreio.
Fizemos um debate sobre valores e conservação do meio ambiente e a própria escola. Preparamos as flores para a confecção da lembrancinha para o dia das mães.
No dia 11 de maio de 2012, inicie a aula como no dia anterior, corrigi a atividade de matemática, distribui outra mensagem para todos da turma.
Fizemos exercício retirando da oração os substantivos, desta vez com a diferença que cada aluno iria tirar da oração o substantivo que o chamasse mais atenção e eu iria escrevendo na lousa para que outro aluno discorresse sobre a palavra. Pintaram o desenho  da mensagem, fomos para o recreio e a próxima aula, foi na sala de informática para assistir o Vídeo “ O Solo”. Assistimos ao vídeo conversamos sobre a atuação do homem na natureza, comparamos os tipos de solo de nossa região com as apresentadas no vídeo. Voltaram para a sala de aula pedindo uma cópia do vídeo. [5]Obs:
Distribui as lembrancinhas para o dia das mães, foi um contentamento só. Quando viram suas fotos na flor. Pois eu e a professora falamos que a foto era para outra atividade. E antes que eu pensasse em dar continuidade com a aula que seria passar as operações de matemática como lição de casa. Fizeram-me uma grata surpresa. Com mensagem. Música, e minha foto em uma lembrancinha. Fiquei tão emocionada que não ouvi o sinal tocando.
Aos dias 31/05/2012 e 0106/2012 realizei minha primeira regência na sala da professora Renata que leciona para o 5°ano do ensino fundamental,
Iniciei a aula com uma oração, transcrevi na lousa o Poema “Emigração e suas consequencia”, após o alunos terem copiado , pedi para que lessem em silencio e conversamos sobre o tipo de escrita que o poeta faz, fizemos comparação com algumas pessoas de nossa comunidade. Cantamos o Poema. Dei inicio a aula de Matemática passando os exercícios na lousa, e esclarecendo as inúmeras dúvidas, percebi que ainda não dominam as operações de divisão e multiplicação. Pedi que prestassem atenção e parti para a construção da tabuada em diversas formas diferentes, pedi que fizessem as operações esclarecendo que matemática é uma matéria que se aprende fazendo. Pois ao realizar uma operação descobrimos onde está nossa dúvida e assim podemos investir mais naquele tipo de exercício para melhor fixação, que decorar não é saber.  Passamos um bom espaço da aula fazendo continhas de vezes, pediram para fazer a tabuada para ter no caderno. E as operações ficaram para fazer em casa para ser corrigida na aula seguinte. Veio o recreio, e na aula seguinte distribui folha impressa sobre o meio ambiente. Onde conversamos sobre preservação e o que eles sabem sobre os hábitos de nosso município que está contribuindo para que o planeta fique como na figura. Pintaram a imagem e fomos embora.
No dia 01 de junho de 2012, iniciei a aula com uma oração, e um debate sobre respeito e diretos, pois dois alunos desta turma estavam a noite do dias 31/05/2012 a jogar pedra em uma residência de um morador e para surpresa deles, eu e uma amiga de curso os pegamos no fraga. Procurei não dizer seus nomes, a professora regente participou chamando- os a realidade. Transcrevi os exercícios de matemática na lousa e iniciei a correção. Para minha surpresa a maioria procurou trazer os exercícios prontos e esta aula foi mais longa, pois percebi que muitos estavam usando calculadora e orientei os a fazer os exercícios sem seu uso, pois há ambientes que não permitem seu uso, e naquele momento, ou sabemos ou sabemos.
Continuei a aula com os exercícios transcritos na lousa sobre o poema e fizemos os exercícios do livro didático de português sobre o uso do Mas e Mais.  Após o recreio distribui folha impressa com exercício da parlenda cadê o toucinho. Fizeram os exercícios e distribui a parlenda completa, começaram a pintar as figuras, e enquanto realizaram está atividade. Terminei a confecção dos enfeites da festa junina juntamente com a professora regente. 

4- Construção e Execução do Projeto Pedagógico

     No dia 11/06/2012 executei o nosso Projeto Pedagógico na Escola Estadual Padre Willy. Este Projeto constitui em despertar nos alunos, um maior interesse em conservar o meio ambiente e a rede física da escola, esclarecendo que a preservação começa em casa, a fim de termos um futuro melhor, tanto para nós quanto para as gerações futuras. Antes de executar o projeto fiz um trabalho de campo, registrando em fotos alguns espaços da escola, participei da festa junina, trabalhei na segurança da mesma.
E no dia da execução do projeto conversamos sobre preservação do patrimônio público e o meio ambiente. Passamos o slaid e os vídeos sobre reciclagem e um convite para a preservação do meio ambiente. Fizemos a brincadeira do chapéu com espelho. Pedimos para que fizessem cartazes sobre o tema e que entenderam sobre o assunto. Distribuímos bombom ao final da execução do projeto. Este projeto foi trabalhoso não em sua execução, mas sim na sua elaboração, pois houve muitas idas e vindas na escola. Houve uma participação de todos os envolvidos e para nossa grata surpresa a escola vai usá-lo com as outras turmas.[6]Obs

            5 – Conclusões

Confesso que estava receosa em estagiar na Escola Padre Willy, pois as salas são mais cheias do que as das escolas do município. No entanto depois de ter estagiado na respectiva escola, conclui que aprendi muito e estou melhor preparada, para exercer minha profissão, conheci melhor seus funcionários e seu funcionamento. Estreei laços de amizade com todos conheci melhor seus educandos, e hoje por onde ando aqui em meu município, sou reconhecida por eles. Diante do exposto, conclui  que realmente o estágio é uma ferramenta essencial na vida do estudante, contribui de grande maneira para sua formação profissional. Só tenho a agradecer por está oportunidade.
Após as minhas idas e vindas na  Escola Estadual Padre Willy, conclui que está foi uma chance de me aproximar tanto das pessoas que ali trabalham como interagir com seu funcionamento,conhecer alunos/professores e uma forma de me preparar para atuar de melhor forma diante a realidade dos alunos/professores e de minha sociedade. Assim como conhecer e analisar o papel do docente na aquisição do processo ensino-aprendizagem; verificar se a teoria adquirida no curso está de acordo com a prática do professor em sala de aula.
Facilitar um ambiente de comunicação entre estagiário, professor, supervisor e demais componentes da instituição, para que exista efetivamente socialização de experiências na área profissional, por isso, é importante lembrar que é um período em que tive a oportunidade para a análise e observação das ações, e procedimentos que norteiam a educação na referida escola, bem como o contexto e suas relações. O que só vem contribuir para minha formação como docente..
Confesso que estava receosa em estagiar na Escola Padre Willy, pois as salas são mais cheias do que as das escolas do município. No entanto depois de ter estagiado na respectiva escola, conclui que aprendi muito e estou melhor preparada, para exercer minha profissão, conheci melhor seus funcionários e seu funcionamento. Estreitei laços de amizade com todos, conheci melhor seus educandos, e hoje por onde ando aqui em meu município, sou reconhecida por eles. Diante do exposto, conclui que realmente o estágio é uma ferramenta essencial na vida do estudante, contribui de grande maneira para sua formação profissional. Só tenho a agradecer por está oportunidade.






 

6. REFÊRENCIA:
ESCREVA CORRETAMENTE AS PALAVRAS E CIRCULE A VOGAL – Elaboração própria estagiária
GONÇALVES, Maria Célia da Silva. Guia de estudo Metodologia da pesquisa. Circulação interna- FINOM. Paracatu. 2009.
Manual de Estagio Supervisionado I e II. Geografia, História e Pedagogia, EaD. Guia de Estudo. Paracatu. Faculdade do Noroeste de Minas, 2008.
 MENSAGEM DIA DAS  MAES disponível em http://bancodeatividades.blogspot.com.br/2011/04/datas-comemorativas-mensagem-dia-das.html Acesso 09/jun/2012.
MIRANDA, Claudia; RODRIGUES, Vera Lúcia. Língua Portuguesa 5°. 1ª São Paulo, SP: FTD, Ática, 2010.
Parlenda Cadê o Toucinho: disponível em:http://paraisosdosprofessores. blogspot.com. br/20011/11/parlenda-ca-o-toucinho.html. Acessado em 25 de maio de 2012.
PEREIRA, Rilson Raimundo. Manual de Estágio Supervisionado I e II. Circulação interna- FINOM. Paracatu. 2009.
 POESIA PARA AS MÃES:  disponível em http://artedelecionar.blogspot.com.br/2010/04/para-colorir-poesia-para-mae.html acesso em 07/maio/2012.
REIS; Nando. A Paz disponível em: http://www.vagalume.com.br/roupa-nova/a-paz.html#ixzz1xaA1Y7A6.Acesso 09/jun/2012.
RESOLVA os problemas Elaboração própria estagiaria
Tirando a Prova Real: disponível em: http://rosiupe.blogspot.com.br/2011/02/atividades- de-matematica.html. Acessado em 25 de maio de 2012.
ASSARÉ, Patativa do.  Emigração e as Consequencias:Olimpíadas de Língua Portuguesa: Coletânea Poemas. 1ª Minas Gerais - MG: FNDE.




ANEXOS


[1] Zélia Aparecida professora do 4° ano do ensino fundamental, com 19 anos de experiência em sala se aula, já atuou no Município de Jenipapo como Supervisora, trabalhou em 2011 com duas turmas sendo uma  alunos do tempo integral.
[2] Renata Aparecida Trabalhava até 2011 no Municio de Jenipapo de Minas, este ano optou por atuar apenas no estado, pois está se especializando.
[3]  Os respectivos alunos são crianças que vem de famílias sem estrutura e nenhuma condição de pagar um professor particular.  E o esforço fornecido pela escola não estava dando os resultados esperados pela professora regente.
[4] Pois em 2011 ele não aceitava ajuda, agredia com palavras e fisicamente tanto professores quanto alunos, hoje é o primeiro  querer mostrar que sabe ler e adora desenhar e aparecer.  Este é primeiro ano com a professora Zélia, que primeiro conquistou o Pai deste aluno, que tem fama de  ser difícil e apoiava a atitude do filho.
[5]  Fizemos uma oficina de ciências, em 2011, Nesta mesma sala com outra professora e para minha grata surpresa os tipos de solos, ainda se encontrava no armário, foi prazeroso ver a alegria deles ao tocar nos diversos tipos de solos.
[6] E para minha grata surpresa ao voltar na escola para carimbar as fichas do estágio. Alguns alunos me chamaram e disseram que os saquinhos de salgadinhos estão diminuindo no chão da escola.

Festa Junina - Projeto Pedagógico


FESTA JUNINA

1-Introdução/ Justificativa

O referente projeto tem como intuito aproximar os participantes da cultura, mostrar que a cultura também é um meio de aprendizagem, onde ao realizar suas atividades, vão conhecendo diferentes  realidade, adquirindo habilidades que possibilitam  uma rica aproximação do aluno /aluno/, aluno /professor, pois, a escola essa  interação é importante para o bom desenvolvimento da instituição.
Por ser uma festa tradicional que é comemorada por todos os brasileiros, a festa junina contém uma rica temática  que possibilita  a exploração de vários tipos de textos e linguagens, ampliando assim o universo linguistíco da criança.

2- Objetivos

·       Possibilitar o exercício da autonomia e da responsabilidade individual e coletiva.
·       Identificar a estrutura de uma receita, de um convite e de um cartaz
·       Ler e interpretar textos
·       Produzir convites
·       .

  3- Público Alvo

       Todos os alunos da Escola estadual Presidente Juscelino Kubitscheck,  desde ao pré escolar  até o quinto ano do ensino fundamental.
Alunos do Ensino Fundamental (4°e 5º ano), e comunidade escolar
4 – Descrições Detalhada do Projeto

Para a realização do mesmo, será organizado tarefas que possam desenvolver no aluno  capacidades para realizarem suas atividades de forma conjunta ou individual, tipo a confecção de convites, bandeirolas, interpretação  de textos, dialogo e texto sobre o tema, e a apresentação da quadrilha  com as comidas típicas.

Etapas

·         Dialogo e texto sobre o tema
·         Construção dos convites, bandeirolas, e cartazes
·         Formação dos pares
·         Ensaios
·         Exposição da festa junina

Divulgação

Os participantes tomaram conhecimento da atividade por reunião com os pais, convites, cartazes e avisos na radio  96.1 FM.

   5- Procedimentos Metodológicos
Para a realização desta atividade será utilizado  cartolina, pincel,desenhos, lápis de cor , folhas A, papel crepom , tesoura. .

    6 – Cronogramas de execução
No decorrer estaremos executando o projeto da seguinte forma: conversa e textos sobre o tema, construção de bandeirolas, convites, e cartazes reunião com os pais, formação dos pares , ensaios e a festa junina.
 7 – Formas de Avaliação

A Avaliação será de acordo com o desenvolvimento das atividades e a participação dos alunos


  8 – Conclusão

No dia 02 de Junho de 2012, eu Maria Aparecida, executei, um projeto na Escola Estadual Presidente Juscelino Kubitschek, localizada no segundo endereço Ribeirão de Areia. Com o tema: Festa Junina – Evento cultural, ao iniciar falamos da festa junina, como se deu o seu surgimento e quais transformações sofreu, para todos os alunos, desde o pré primário até o quinto ano do ensino fundamental.
Para os alunos do quarto e quinto ano, demos atividade de interpretação sobre o tema para verificar a assimilação dos mesmos. Foram envolvidos todos os níveis de alunos devidos já haver programado no currículo escolar esta festividade. Partimos para ação, confeccionando bandeirolas, convites, cartazes, enfeites e divulgação do evento envolvendo a comunidade, pais e alunos. Verificando melhor horário para os ensaios dos alunos com prévia autorização e participação dos pais.
Este projeto foi trabalhoso em sua elaboração devido os muitos detalhes, mas foi extremamente prazeroso, pois contamos com o auxilio da comunidade ( Pais) em sua elaboração e execução. O mesmo trouxe um maior conhecimento para mim e para os educandos, durante a pesquisa para montar este projeto fiz importantes descobertas sobre o assunto.
A divulgação alcançou comunidades vizinhas e para nossa satisfação vieram pessoas de quase todas, no dia do evento trazendo um contentamento para nós adultos , mas principalmente para os alunos que nos auxiliaram, mostrando que vale a pena envolver os educandos  não só nos eventos culturais, mas em muitos outros. Pois pretendemos realizar mais projetos com a escola de Ribeirão de areia.


  9 –  REFERÊNCIAS:

Manual de Estagio Supervisionado I e II. Geografia, História e Pedagogia, EaD. Guia de Estudo. 
Paracatu. Faculdade do Noroeste de Minas, 2008.
OBS: Trabalho realizado por MOREIRA, Maria Aparecida  Em Ribeirão de Areia no ano de 2012. 
Postado Por Nair em 27/06/2012....